Ah sim, o final de ano... Festas de motivo duvidoso, na verdade uma grande idéia para que perante a sociedade seja aceitável nossas figuras ébrias e cambaleantes circularem pelas ruas nestes dias.
Final de ano sempre causa-me um desconforto, talvez seja aquele ar natalino que para mim já faz uns 6 ou 7 anos que não é o mesmo, ou também a pressão de final de semestre, mas esta última é descartada pois, por motivo de greve, o semestre praticamente nem começou. Enfim, não faço idéia do motivo da minha falta de interesse.
"Ah, prometo parar de fumar este ano que se inicia!". É, mas ninguém diz se é no inicio ou no final do ano, bom eu já prometi muita coisa em início de ano que acabei não cumprindo. Coisas como "Este ano eu vou me dedicar exclusivamente aos estudos", eu sei, você sabe, todos sabemos que isso nunca vai acontecer mesmo assim fazemos estas promessas. Bom mas resolvi parar de fumar, não, não estou prometendo, estou dizendo que é o que eu decidi e assim vai ser.
Faltam 25 dias para o natal, e desde já eu gostaria que tudo explodisse! Passar esse final de ano sozinho, sem nada nem ninguém, celular desligado, bebida suficiente para mim e paz. Ninguém pra azucrinar, não receber nenhum "Feliz ano novo!" ou "Feliz natal" e também não desejar nenhum pra ninguém afinal eu nem sei a lógica disso, pois, no que muda a vida da outra pessoa desejando-se estas coisas, se mudasse praticamente ninguém morreria, ninguém sofreria acidentes, ninguém precisaria de dinheiro pois todos teriam sobrando etc, etc. Claro, apenas as pessoas solitárias que não recebessem um feliz ano novo se fuderiam, pobres coitados seriam né?
Não vim aqui falar de nada muito específico, só escrever, como fazia antigamente....
E sobre as pessoas sozinhas ou solitárias, como queira, veja, acho que é muito melhor ser assim. Uma pessoa que é sozinha na vida tem todo o tempo dela para ela mesma, trata melhor as pessoas a sua volta quando estas lhe dirigem a palavra pois não tem nada contra elas. Stress? Só se for a nível de trabalho. E claro ser sozinho por opção acompanha a falta de problemas de relacinamentos pessoais...
É, acho que tudo o que eu preciso é de uma ilha deserta, onde um navio que carregava whisky a 50 anos naufragou e as caixas de whisky intactas estão interradas na areia com todo aquele liquido precioso, e claro a mata nativa não é bem mato entendem? hehehehhe ahhh o paraíso!!! Uma viola papel caneta e muita comida não cairiam mal não hehehehe
Aloha amigos!!!
novembro 30, 2005
outubro 27, 2005
Outubro Sombrio
Outubro Sombrio –
Era só mais um outubro com cara de outono. Era sombrio, frio, úmido. As arvores fugiram à primavera que parece estar de férias. Em quase duas décadas esse pedaço de ano ficou adormecido, apenas vinculado à condição de mês, mês dos librianos, mês da balança e que deveria trazer justiça.
Esse ano não. Outubro estava disposto a revelar-se contra aquela mesmice, decidido a vestir sua armadura e fulminar aqueles que ficassem em seu caminho. Lembro-me, ainda que vagamente, da virada deste ano: ”Esse será o ano da virada!”, alguém falou, mas não foi um tolo: se as forças são tão poucas até para sonhar, para a esperança não é necessário força.
Quinta-feira chuvosa na cidade universitária de Santa Maria. Meio-dia, mas, como todo estudante que se preze, não farei nenhum almoço para não sujar a louça e me contento com um copo de suco e alguns biscoitos. Lembrei-me do plano, era escrever.
Pensar sobre a vida antigamente era bem mais fácil. Podia-se viajar por toda a sua extensão memorial, sensorial ou psíquica sem dar muitas voltas e pegar atalhos ou desviar dos malditos problemas. Outubro de 2005 era um problema, pois já havia o receio do que poderia vir depois e os dias tinham um gosto cinza.
Embora o albatroz já houvesse caído era fácil transcender sua penas e subir novamente, não havia matéria ou peso sobre as costas – hoje sinto pena de Atlas – e lá no alto, tudo estaria bem novamente, ainda que fosse uma mentira, era um tranqüilizante, uma dormência agradável, a fuga da selva lá embaixo.
Sei que problemas todo mundo tinha, alias o mundo era o problema. Já a essa altura eu não sabia se tinha mais coragem de revê-los, mas a saudade era grande e apertava. Entretanto, meses já haviam se passado desde a ultima vez que nos vimos e se aqui a pressão era insuportável, lá era infinitamente pior: “quais as rugas novas?”.
Me fascinava ao pensar em como as coisas perecem ao nosso redor quando tudo dá errado, e em como o universo colabora para que tudo dê errado – oh! doce crueldade!. Outubro é um mês errante, um aleijado que se arrasta pelas ruas bêbado a cambalear pela calçada, e a esbarrar nas outras pessoas. Seria mais simples se ele simplesmente ficasse em casa e cumprisse com seu mérito de ébrio. Talvez Outubro não tenha culpa de nada, apenas quis ser como os outros meses, um depois do outro, sempre na mesma ordem. Dezembro é aquela correria para as férias, não vemos a hora de chegar o fim. Janeiro nos dá “boas vindas” sempre sorridente, nem se quer sabemos que dia da semana estamos, mas pra quê? se todo dia é fim de semana?. Fevereiro tem carnaval mas depois tem as aulas e então começa tudo novamente: até os meses são injustos entre si.
É..., fétida e pútrida manha de outubro. Se ao menos fosse só chuvosa ou qualquer dia de Março ou Abril, até uma segunda de Julho talvez, mas não. O tempo passeava no caminho da constância. Liguei a TV com um pouco de culpa, mas que em um segundo eu já havia esquecido.
Era só mais um outubro com cara de outono. Era sombrio, frio, úmido. As arvores fugiram à primavera que parece estar de férias. Em quase duas décadas esse pedaço de ano ficou adormecido, apenas vinculado à condição de mês, mês dos librianos, mês da balança e que deveria trazer justiça.
Esse ano não. Outubro estava disposto a revelar-se contra aquela mesmice, decidido a vestir sua armadura e fulminar aqueles que ficassem em seu caminho. Lembro-me, ainda que vagamente, da virada deste ano: ”Esse será o ano da virada!”, alguém falou, mas não foi um tolo: se as forças são tão poucas até para sonhar, para a esperança não é necessário força.
Quinta-feira chuvosa na cidade universitária de Santa Maria. Meio-dia, mas, como todo estudante que se preze, não farei nenhum almoço para não sujar a louça e me contento com um copo de suco e alguns biscoitos. Lembrei-me do plano, era escrever.
Pensar sobre a vida antigamente era bem mais fácil. Podia-se viajar por toda a sua extensão memorial, sensorial ou psíquica sem dar muitas voltas e pegar atalhos ou desviar dos malditos problemas. Outubro de 2005 era um problema, pois já havia o receio do que poderia vir depois e os dias tinham um gosto cinza.
Embora o albatroz já houvesse caído era fácil transcender sua penas e subir novamente, não havia matéria ou peso sobre as costas – hoje sinto pena de Atlas – e lá no alto, tudo estaria bem novamente, ainda que fosse uma mentira, era um tranqüilizante, uma dormência agradável, a fuga da selva lá embaixo.
Sei que problemas todo mundo tinha, alias o mundo era o problema. Já a essa altura eu não sabia se tinha mais coragem de revê-los, mas a saudade era grande e apertava. Entretanto, meses já haviam se passado desde a ultima vez que nos vimos e se aqui a pressão era insuportável, lá era infinitamente pior: “quais as rugas novas?”.
Me fascinava ao pensar em como as coisas perecem ao nosso redor quando tudo dá errado, e em como o universo colabora para que tudo dê errado – oh! doce crueldade!. Outubro é um mês errante, um aleijado que se arrasta pelas ruas bêbado a cambalear pela calçada, e a esbarrar nas outras pessoas. Seria mais simples se ele simplesmente ficasse em casa e cumprisse com seu mérito de ébrio. Talvez Outubro não tenha culpa de nada, apenas quis ser como os outros meses, um depois do outro, sempre na mesma ordem. Dezembro é aquela correria para as férias, não vemos a hora de chegar o fim. Janeiro nos dá “boas vindas” sempre sorridente, nem se quer sabemos que dia da semana estamos, mas pra quê? se todo dia é fim de semana?. Fevereiro tem carnaval mas depois tem as aulas e então começa tudo novamente: até os meses são injustos entre si.
É..., fétida e pútrida manha de outubro. Se ao menos fosse só chuvosa ou qualquer dia de Março ou Abril, até uma segunda de Julho talvez, mas não. O tempo passeava no caminho da constância. Liguei a TV com um pouco de culpa, mas que em um segundo eu já havia esquecido.
P.S.: fiquem a vontade para criticar, comentar, chingar e etc e talz.
outubro 25, 2005
Há Razão?
Desviando-me um pouco dos meus objetivos que me fazem vir a sentar nesta cadeira, vim aqui escrever para, se não ser esclarecido, então tentar aqui chegar a um consenso,por meio de nossas discussões, de algo que vem me atormentando ultimamente. O que é uma "relação conjulgal"?
Duas pessoas se conhecem, se atraem sexualmente (e não me diga que não, pois, sempre é sexualmente), claro, colocam a culpa no amor, na "química", na cerveja, mas no fundo é só tesão. E de repente elas começam a se tratar como se uma fosse parte da outra, levando vidas parecidas, vivendo um pelo outro, abdicando da própria liberdade, do livre arbítrio. E onde fica a razão nisso? Cadê a centelha de conciência que disse que minha vida seria melhor com essa pessoa pelo simples fato de ela ser quem ela é, pois, se caso levássemos em conta coisas materiais não faltariam motivos. Aqui me refiro a evolução da razão, da filosofia, do espírito como personalidade.
Fui acusado de egoísmo, e para minha surpresa eu já tinha visto esse filme. Logo deduzi que sou mesmo egoísta, se ser egoísta é não permitir que mexam na minha liberdade, que me manipulem, que toquem na unica coisa que eu sei que é só minha, a razão. Não conheço monges que buscam o conhecimento do seu eu em outra pessoa senão em si próprios. O que quero dizer é, não vejo motivos para ficar com uma pessoa que não seja hormonal.
Também, ao assistir uma reportagem no programa Fantástico da Rede Globo onde pergutavam as pessoas "Qual seria seu maior medo?", observei que grande maioria respondeu que seria passar seus últimos dias sozinhos. Mas não seria este grande medo o medo de jamais encontrar a si mesmo? Sócrates, não o jogador de futebol, o filósofo, provavelmente me responderia que sim com a célebre frase: "Conhece-te a ti mesmo".
Os românticos que me disculpem, mas se olharmos as estatísticas, quantos relecionamentos existem em que as pessoas estão juntas por "amor"? e por que grande parte não resiste ao tempo? Seria porque talvez, inconscientemente, as pessoas enxergam que o que procuram não está no seu parceiro?
Assim, pressuponho que uma relação conjulgal seja: uma vasta quantidade de homônios e ferormônios. O extinto humano, animal, que procura apenas a proliferação da espécie. Ou uma tentiva desesperada de se sintir completo, não consigo mesmo, mas utilizando a outra pessoa, que por fim cai em terra, aumentando assim a conta bancária de advogados de divórcios!
Duas pessoas se conhecem, se atraem sexualmente (e não me diga que não, pois, sempre é sexualmente), claro, colocam a culpa no amor, na "química", na cerveja, mas no fundo é só tesão. E de repente elas começam a se tratar como se uma fosse parte da outra, levando vidas parecidas, vivendo um pelo outro, abdicando da própria liberdade, do livre arbítrio. E onde fica a razão nisso? Cadê a centelha de conciência que disse que minha vida seria melhor com essa pessoa pelo simples fato de ela ser quem ela é, pois, se caso levássemos em conta coisas materiais não faltariam motivos. Aqui me refiro a evolução da razão, da filosofia, do espírito como personalidade.
Fui acusado de egoísmo, e para minha surpresa eu já tinha visto esse filme. Logo deduzi que sou mesmo egoísta, se ser egoísta é não permitir que mexam na minha liberdade, que me manipulem, que toquem na unica coisa que eu sei que é só minha, a razão. Não conheço monges que buscam o conhecimento do seu eu em outra pessoa senão em si próprios. O que quero dizer é, não vejo motivos para ficar com uma pessoa que não seja hormonal.
Também, ao assistir uma reportagem no programa Fantástico da Rede Globo onde pergutavam as pessoas "Qual seria seu maior medo?", observei que grande maioria respondeu que seria passar seus últimos dias sozinhos. Mas não seria este grande medo o medo de jamais encontrar a si mesmo? Sócrates, não o jogador de futebol, o filósofo, provavelmente me responderia que sim com a célebre frase: "Conhece-te a ti mesmo".
Os românticos que me disculpem, mas se olharmos as estatísticas, quantos relecionamentos existem em que as pessoas estão juntas por "amor"? e por que grande parte não resiste ao tempo? Seria porque talvez, inconscientemente, as pessoas enxergam que o que procuram não está no seu parceiro?
Assim, pressuponho que uma relação conjulgal seja: uma vasta quantidade de homônios e ferormônios. O extinto humano, animal, que procura apenas a proliferação da espécie. Ou uma tentiva desesperada de se sintir completo, não consigo mesmo, mas utilizando a outra pessoa, que por fim cai em terra, aumentando assim a conta bancária de advogados de divórcios!
outubro 13, 2005
Função Social?
Já faz um tempo eu e um grupo amigos numa dessas jantas que inventamos de uma hora para outra (pq se planejar n sai nda), n lembro qual deles deu a ideia de um espaço como esse na internet. Pois bem, após varias discussoes sobre os mais variados temas, num desses momentos de reflexao ao lavar a louça, em um dia completamente chato e quente de Santa Maria, refletia sobre todas as definições de Deus as quais jah foram levantadas ao meu redor por amigos conhecidos e etc. Lembrei-me de uma vez em que ao reclamar dos problemas da vida (+- como a falta de $, o dia mt curto, etc..) um amigo respondeu ao pé da letra algo que eu nuca havia me dado conta, e contou-me uma historia de uma paciente de sua namorada a qual estava no hospital a espera do momento final (ela tinha Aids, toberculose, talvez cancer, tinha tido uma overdose recentemente, logo apos o suicidio de seu marido) e que nos n deveriamos reclamar da vida pois vai q ela piore...Partindo desse ponto, devemos entao temê-Lo?
É estranho o modo como td acontece. Problrmas todo mundo tem, assim como esses momentos em que temos vontade de jogar td pra cima e sumir de vez! Mas apenas acho que se Ele deveria servir de uma figura a qual alimentasse a nossa esperença, acredito que talvez n esteja cumprindo a sua "função social", uma vez que parece que estamos sozinhos sem ter ng alem de nos mesmos para ouvir. É claro!!!! Fé n se discute e o fato de eu pensar q Ele n me escuta é decorrente da minha Fé-Falha. Bom a questao é que ontem talvez eu tenha encotrado uma expicaçao curiosa a qual deixa aquela reflexao: "putz! comé q eu n pensei nisso antes!". Determinado autor expica que essas coias acontecem na vida pq ela deve ser completa!! assim como existe o perfeito, é imprecindivel que haja o imperfeito, o bonito e o feio, o doce e o salgado, a alegria e a dor, o ganho e a perda, para que possamos viver a vida em sua total plenitude.
Sendo assim, talvez isso tenha acalmado minha alma por alguns tempos. Entretanto, n se pode negar q esses momentos desagradaveis os quais, consequentemente, sao inevitaveis, sao um saco!!
É..acho que era isso. Gostaria q n pensassem q O estou criticando.. Pô quem sou eu!!! Mas como a cabeça n é apenas para usar boné, nao refletir sobre isso é burrice e talvez se as pessoas refletissem um pouquinho mais sobre suas crenças, o mundo n estaria cheio de fanaticos religiosos com bombas pelo corpo....ta chega...tenho q estuda pra prova de D. Trabalho.....falows!!
outubro 11, 2005
Considerações Preliminares:
Este espaço tem por finalidade principal a difusão de ideias, quaisquer que sejam, sendo respeitado antes de tudo a individualidade de cada um, conforme suas crenças, doutrinas, enfim, seu modo de entender a vida. Em outras palavras, é um espaço criado para divagar como fazemos enquanto tomamos uma cerveja com os amigos, e quando nos damos por conta a noite já terminou e já estao todos completamente bebados. Bom, acho que é isso. Gostaria que todos aporveitassem essa pagina como eu tmb aproveitarei e sintam-se à vontade para criticar, discordar ou reforçar ideias, claro, na medido do bom senso e da aceitação individual de cada ser. Obrigado.
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