Foi como se a realidade então houvesse caido sobre meus ombros. Diante da implacável conspiração do Universo contra meu sangue, pela primeira vez senti-me de mãos amarradas. Algo atiráva-nosn uns contra os outros sem o menor resquício de piedade, como se pagássemos por algo que até então não sabiamos o que.
E os amigos que eram tantos evaporaram-se como a água que retorna às nuvens. Hoje vejo que nunca amaram a mim mas sim tudo que possuía, e agora havia apenas os ouvidos de um senhor Oficial de Justiça, que não sabíamos por qual cargas d'agua, ainda tentava, como podia, ajudar-nos.
É este o começo do meu fim. Não há mais luz e nem esperança, mas, mesmo assim não entregarei minhas armas sem antes usá-las. Quando as tiverem tirado de mim lembrarei-me de que possuo unhas e dentes, e isso me conforta.
Porém, não é facil lutar contro o inimigo invisível e, como se não bastasse, tenho certeza de que não são apenas um. É tanto o que fazer e tào pouco tempo para pensar que não sei por onde começar. Entretanto, aos que deseja me arruinar, espero que dê o melhor de si: eu tmb vou.
Ps.: Sei que há alguém que me ouve aí do outro lado...