setembro 11, 2008

911 de 2008

Tomado por uma espécie de indignação humana, venho aqui deixar minhas primeiras palavras na nova fase desta, por que não, coluna singular de pensadores. A data, o clima chuvoso/tempestuoso, não são por acaso. Vêm a lembrar aquele dia no ano de 2001... 
-Blah! Chega dessa ladainha! Sinceramente acho que ninguém aguenta mais, a essas alturas as vítimas já viraram pó.
-Corrigindo: viraram pó naquelas alturas. 
-Ah, não me venha com essa semântica descabida. Ora pois, já não há o que se falar sobre isso. Todos sabem que foi um turco maluco que planejou e executou aquilo... Conversa pra boi dormir.
-Doce ilusão, mas eu não lhe culpo por isso...
-Ilusão? Tu és louco mesmo né? To vendo que lá vem teoria da conspiração. Por que tu não aceitas a realidade e para de achar que existe um Big Brother conspirando contra tudo e contra todos... Sinceramente as vezes tenho vontade de te internar.
-Hum. Repara no seguinte: Volta a fita da nossa conversa e veja quem está falando, conspirando, alienando, pregando de certo modo totalitário...
-Bullshit!  Acusa-me de totalitarismo? Ora que infâmia, pois se não sou uma representação viva da democracia... Tudo bem, fala criatura...
-Agora não quero mais falar. Quero apresentar minha receita de bolo de carne!
-Oh my god! Agora é aula de culinária...
-É uma receita antiga, vêm lá dos primórdios da humanidade, seus ingredientes passaram por algumas substituições visto que hoje temos novos ingredientes em abundância nesse mundo. Mas incrivelmente sacia a fome daquele que a tem e a melhor parte é que é baratíssimo!
Primeiramente precisarás de carne, é o ingrediente fundamental. Ela precisa ser fresca, de pouca idade, carne velha e dura é difícil de amaciar. Se não há outro jeito, sugiro que esmague-a com um martelo. Ou ainda, caso não possua isso em sua casa, utilize um objeto de peso para esmagá-la, sei lá, que tal a TV? 
Bom, estando a carne amaciada verás que muito sangue escorreu. Guarde-o, será necessário mais tarde ou poderás substituir por vinho tinto. Refogue a carne com uma dose de conhaque e então junte a farinha e o orégano. O orégano liberará seu aroma e a farinha vai unir a carne macia à ela de modo que dela jamais se separe.
Agora pique algumas cebolas, suas lágrimas podem começar a descer vertiginosamente, mas não se preocupe se algumas delas pingarem pois é basicamente água e sal. Junte o bacon e o presunto. São importantes poia a carne de porco dá um sabor inigualável ,mas se sua religião não permite, utilize um caldo de bacon.
Abra a carne na mesa como uma massa de pizza (mas isso não acaba em pizza) e misture a cebola com lágrimas e o bacon depois enrrole como um rocambole. Molde de acordo com sua forma. Verás que a carne ficará como tu desejares, pois ela é macia.. Carne dura não dá certo.
Leve ao forno pré aquecido em fogo médio. Afinal, nós vamos assar carne e não derreter aço. Use o forno a gás. Vá regando enquanto a carne assa com o vinho tinto e depois de um certo tempo, se seguires tua agenda, ou melhor, a receita, terás uma magnífica refeição para servir a ti e teus amigos.
Acompanhe essa receita vencedora com batatas, um bom vinho tinto de preferência merlot (merlot também é um ótimo acompanhamento para degustar coelhos e patos).

-Hum, isso me deu uma fome!
-Então compra uma pizza pra nós. 

setembro 08, 2008

A POSSIBILIDADE de NADA fazer SENTIDO

Sinceramente, pra onde as coisas vão? estamos em busca de quê? poutz... o que eu quero dizer que tem algumas questões me atormentando ultimamente. Assim como para alguns o NADA acaba com suas existência (e não que isso não seja passível de uma boa discussão e de louvável entretenimento), o que tem me atormentado são palavras como SENTIDO, POSSIBILIDADE, e repostas como " sim e não", ou "é e não é". Acho que um bom começo seria analisar o motivo pelo qual isso me deixa fulo. Acredito que o seja pelo fato de não sabe se estou certo ou errado, pois assim não sei que caminho segui visto que não sei se isso é verdade. Quanto ao sentido e a possibilidade, embora tragam-me significativo deconforto, confesso que me divirto com estas palavras as vezes. Afinal andamos todos em busca de um sentido, não é verdade? claro, pode não ser, mas aí também não problema meu. A possibilidade nos remete a esperança, para os mais otimistas, enquanto que para os passimistas, bom, aí o mundo pode acabar a qulquer momento. Mas o interessante se dá ao juntá-las, possibilidade e sentido. Possibilidade de sentido? Sentido de Possibilidade? Tudo bem, qual a possibiliade disso tudo fazer sentido afinal? Talvez a mesmo possibilidade de nada fazer sentido... Essa discussão sobre os NADISMOS eu deixos para meus amigos. Contudo, para alguém que veio escrever qualquer coisa sem sentido, a possibilidades são inumeras. Ora! então há realmente um sentido nisso tudo: a possibilidade de...ih...me perdi...mas se nada fizer realmente sentido, as possibilidades são infintas? se o sentido fizer nada, o mesmo é válido?Putz... Calma, relaxa. Agora vai: o sentido não faz nada, pois o nada faz sentido; as possibilidades são inúmeras quando não se busca sentido; então o sentido das possibilidades é não fazer nada...O que eu gosto nisso tudo é a possibilidade de dizer nada que faça sentido. Se alguém achar, interne-se.

setembro 01, 2008

Divagando...

Durante anos esteve este espaço abandonado. Pois bem, decidi limpar a poeira e arrumar a casa. Não sei bem ainda o que me fez tomar tal atitude, mas acredito que tenha sido alguns blogs de amigos muito interessantes, os quais colocarei a disposição os links para acessá-los, assim que eu descobrir com diabos eu faço isso.
Mas enfim, uma nova fase começou já faz algums tempo e acredito que este espaço será muito proveitoso assim como o foi há três anos atrás. Além do mais é sempre boa a sensação de estar de volta onde se esteve antes, especialmente quando o antes nos recorda boas lembraças. Ademais, penso também existir uma razão muito boa para postar aqui novamente. Como se pode perceber, o título do blog foi mudado e ainda não é o que eu realmeto penso para este espaço, embora eu nunca o ache e passe a mudá-lo assim que me aprouver. Afinal, esse espaço é meu e considerando todas as mudanças nos últimos, acredito que não será diferente por aqui. É claro, contudo, aceito sugestões. Dito isto, me despeço pois já está tarde e amanhã será um dia no qual meu saco precisará de muita paciência, e visto que este acabou de levar uma p* bolada horas atrás, darei-lhe algumas horas de descanço até a aula de Direito Empresarial de amanhã de manhã. E também não estou com saco de escrever algo que preste...boa noite.

maio 14, 2006

Carta ao Desconhecido

Foi como se a realidade então houvesse caido sobre meus ombros. Diante da implacável conspiração do Universo contra meu sangue, pela primeira vez senti-me de mãos amarradas. Algo atiráva-nosn uns contra os outros sem o menor resquício de piedade, como se pagássemos por algo que até então não sabiamos o que.
E os amigos que eram tantos evaporaram-se como a água que retorna às nuvens. Hoje vejo que nunca amaram a mim mas sim tudo que possuía, e agora havia apenas os ouvidos de um senhor Oficial de Justiça, que não sabíamos por qual cargas d'agua, ainda tentava, como podia, ajudar-nos.
É este o começo do meu fim. Não há mais luz e nem esperança, mas, mesmo assim não entregarei minhas armas sem antes usá-las. Quando as tiverem tirado de mim lembrarei-me de que possuo unhas e dentes, e isso me conforta.
Porém, não é facil lutar contro o inimigo invisível e, como se não bastasse, tenho certeza de que não são apenas um. É tanto o que fazer e tào pouco tempo para pensar que não sei por onde começar. Entretanto, aos que deseja me arruinar, espero que dê o melhor de si: eu tmb vou.
Ps.: Sei que há alguém que me ouve aí do outro lado...

novembro 30, 2005

Final de Ano

Ah sim, o final de ano... Festas de motivo duvidoso, na verdade uma grande idéia para que perante a sociedade seja aceitável nossas figuras ébrias e cambaleantes circularem pelas ruas nestes dias.
Final de ano sempre causa-me um desconforto, talvez seja aquele ar natalino que para mim já faz uns 6 ou 7 anos que não é o mesmo, ou também a pressão de final de semestre, mas esta última é descartada pois, por motivo de greve, o semestre praticamente nem começou. Enfim, não faço idéia do motivo da minha falta de interesse.
"Ah, prometo parar de fumar este ano que se inicia!". É, mas ninguém diz se é no inicio ou no final do ano, bom eu já prometi muita coisa em início de ano que acabei não cumprindo. Coisas como "Este ano eu vou me dedicar exclusivamente aos estudos", eu sei, você sabe, todos sabemos que isso nunca vai acontecer mesmo assim fazemos estas promessas. Bom mas resolvi parar de fumar, não, não estou prometendo, estou dizendo que é o que eu decidi e assim vai ser.

Faltam 25 dias para o natal, e desde já eu gostaria que tudo explodisse! Passar esse final de ano sozinho, sem nada nem ninguém, celular desligado, bebida suficiente para mim e paz. Ninguém pra azucrinar, não receber nenhum "Feliz ano novo!" ou "Feliz natal" e também não desejar nenhum pra ninguém afinal eu nem sei a lógica disso, pois, no que muda a vida da outra pessoa desejando-se estas coisas, se mudasse praticamente ninguém morreria, ninguém sofreria acidentes, ninguém precisaria de dinheiro pois todos teriam sobrando etc, etc. Claro, apenas as pessoas solitárias que não recebessem um feliz ano novo se fuderiam, pobres coitados seriam né?
Não vim aqui falar de nada muito específico, só escrever, como fazia antigamente....
E sobre as pessoas sozinhas ou solitárias, como queira, veja, acho que é muito melhor ser assim. Uma pessoa que é sozinha na vida tem todo o tempo dela para ela mesma, trata melhor as pessoas a sua volta quando estas lhe dirigem a palavra pois não tem nada contra elas. Stress? Só se for a nível de trabalho. E claro ser sozinho por opção acompanha a falta de problemas de relacinamentos pessoais...
É, acho que tudo o que eu preciso é de uma ilha deserta, onde um navio que carregava whisky a 50 anos naufragou e as caixas de whisky intactas estão interradas na areia com todo aquele liquido precioso, e claro a mata nativa não é bem mato entendem? hehehehhe ahhh o paraíso!!! Uma viola papel caneta e muita comida não cairiam mal não hehehehe
Aloha amigos!!!

outubro 27, 2005

Outubro Sombrio

Outubro Sombrio –

Era só mais um outubro com cara de outono. Era sombrio, frio, úmido. As arvores fugiram à primavera que parece estar de férias. Em quase duas décadas esse pedaço de ano ficou adormecido, apenas vinculado à condição de mês, mês dos librianos, mês da balança e que deveria trazer justiça.
Esse ano não. Outubro estava disposto a revelar-se contra aquela mesmice, decidido a vestir sua armadura e fulminar aqueles que ficassem em seu caminho. Lembro-me, ainda que vagamente, da virada deste ano: ”Esse será o ano da virada!”, alguém falou, mas não foi um tolo: se as forças são tão poucas até para sonhar, para a esperança não é necessário força.
Quinta-feira chuvosa na cidade universitária de Santa Maria. Meio-dia, mas, como todo estudante que se preze, não farei nenhum almoço para não sujar a louça e me contento com um copo de suco e alguns biscoitos. Lembrei-me do plano, era escrever.
Pensar sobre a vida antigamente era bem mais fácil. Podia-se viajar por toda a sua extensão memorial, sensorial ou psíquica sem dar muitas voltas e pegar atalhos ou desviar dos malditos problemas. Outubro de 2005 era um problema, pois já havia o receio do que poderia vir depois e os dias tinham um gosto cinza.
Embora o albatroz já houvesse caído era fácil transcender sua penas e subir novamente, não havia matéria ou peso sobre as costas – hoje sinto pena de Atlas – e lá no alto, tudo estaria bem novamente, ainda que fosse uma mentira, era um tranqüilizante, uma dormência agradável, a fuga da selva lá embaixo.
Sei que problemas todo mundo tinha, alias o mundo era o problema. Já a essa altura eu não sabia se tinha mais coragem de revê-los, mas a saudade era grande e apertava. Entretanto, meses já haviam se passado desde a ultima vez que nos vimos e se aqui a pressão era insuportável, lá era infinitamente pior: “quais as rugas novas?”.
Me fascinava ao pensar em como as coisas perecem ao nosso redor quando tudo dá errado, e em como o universo colabora para que tudo dê errado – oh! doce crueldade!. Outubro é um mês errante, um aleijado que se arrasta pelas ruas bêbado a cambalear pela calçada, e a esbarrar nas outras pessoas. Seria mais simples se ele simplesmente ficasse em casa e cumprisse com seu mérito de ébrio. Talvez Outubro não tenha culpa de nada, apenas quis ser como os outros meses, um depois do outro, sempre na mesma ordem. Dezembro é aquela correria para as férias, não vemos a hora de chegar o fim. Janeiro nos dá “boas vindas” sempre sorridente, nem se quer sabemos que dia da semana estamos, mas pra quê? se todo dia é fim de semana?. Fevereiro tem carnaval mas depois tem as aulas e então começa tudo novamente: até os meses são injustos entre si.
É..., fétida e pútrida manha de outubro. Se ao menos fosse só chuvosa ou qualquer dia de Março ou Abril, até uma segunda de Julho talvez, mas não. O tempo passeava no caminho da constância. Liguei a TV com um pouco de culpa, mas que em um segundo eu já havia esquecido.
P.S.: fiquem a vontade para criticar, comentar, chingar e etc e talz.

outubro 25, 2005

Há Razão?

Desviando-me um pouco dos meus objetivos que me fazem vir a sentar nesta cadeira, vim aqui escrever para, se não ser esclarecido, então tentar aqui chegar a um consenso,por meio de nossas discussões, de algo que vem me atormentando ultimamente. O que é uma "relação conjulgal"?
Duas pessoas se conhecem, se atraem sexualmente (e não me diga que não, pois, sempre é sexualmente), claro, colocam a culpa no amor, na "química", na cerveja, mas no fundo é só tesão. E de repente elas começam a se tratar como se uma fosse parte da outra, levando vidas parecidas, vivendo um pelo outro, abdicando da própria liberdade, do livre arbítrio. E onde fica a razão nisso? Cadê a centelha de conciência que disse que minha vida seria melhor com essa pessoa pelo simples fato de ela ser quem ela é, pois, se caso levássemos em conta coisas materiais não faltariam motivos. Aqui me refiro a evolução da razão, da filosofia, do espírito como personalidade.
Fui acusado de egoísmo, e para minha surpresa eu já tinha visto esse filme. Logo deduzi que sou mesmo egoísta, se ser egoísta é não permitir que mexam na minha liberdade, que me manipulem, que toquem na unica coisa que eu sei que é só minha, a razão. Não conheço monges que buscam o conhecimento do seu eu em outra pessoa senão em si próprios. O que quero dizer é, não vejo motivos para ficar com uma pessoa que não seja hormonal.
Também, ao assistir uma reportagem no programa Fantástico da Rede Globo onde pergutavam as pessoas "Qual seria seu maior medo?", observei que grande maioria respondeu que seria passar seus últimos dias sozinhos. Mas não seria este grande medo o medo de jamais encontrar a si mesmo? Sócrates, não o jogador de futebol, o filósofo, provavelmente me responderia que sim com a célebre frase: "Conhece-te a ti mesmo".
Os românticos que me disculpem, mas se olharmos as estatísticas, quantos relecionamentos existem em que as pessoas estão juntas por "amor"? e por que grande parte não resiste ao tempo? Seria porque talvez, inconscientemente, as pessoas enxergam que o que procuram não está no seu parceiro?
Assim, pressuponho que uma relação conjulgal seja: uma vasta quantidade de homônios e ferormônios. O extinto humano, animal, que procura apenas a proliferação da espécie. Ou uma tentiva desesperada de se sintir completo, não consigo mesmo, mas utilizando a outra pessoa, que por fim cai em terra, aumentando assim a conta bancária de advogados de divórcios!