outubro 25, 2005

Há Razão?

Desviando-me um pouco dos meus objetivos que me fazem vir a sentar nesta cadeira, vim aqui escrever para, se não ser esclarecido, então tentar aqui chegar a um consenso,por meio de nossas discussões, de algo que vem me atormentando ultimamente. O que é uma "relação conjulgal"?
Duas pessoas se conhecem, se atraem sexualmente (e não me diga que não, pois, sempre é sexualmente), claro, colocam a culpa no amor, na "química", na cerveja, mas no fundo é só tesão. E de repente elas começam a se tratar como se uma fosse parte da outra, levando vidas parecidas, vivendo um pelo outro, abdicando da própria liberdade, do livre arbítrio. E onde fica a razão nisso? Cadê a centelha de conciência que disse que minha vida seria melhor com essa pessoa pelo simples fato de ela ser quem ela é, pois, se caso levássemos em conta coisas materiais não faltariam motivos. Aqui me refiro a evolução da razão, da filosofia, do espírito como personalidade.
Fui acusado de egoísmo, e para minha surpresa eu já tinha visto esse filme. Logo deduzi que sou mesmo egoísta, se ser egoísta é não permitir que mexam na minha liberdade, que me manipulem, que toquem na unica coisa que eu sei que é só minha, a razão. Não conheço monges que buscam o conhecimento do seu eu em outra pessoa senão em si próprios. O que quero dizer é, não vejo motivos para ficar com uma pessoa que não seja hormonal.
Também, ao assistir uma reportagem no programa Fantástico da Rede Globo onde pergutavam as pessoas "Qual seria seu maior medo?", observei que grande maioria respondeu que seria passar seus últimos dias sozinhos. Mas não seria este grande medo o medo de jamais encontrar a si mesmo? Sócrates, não o jogador de futebol, o filósofo, provavelmente me responderia que sim com a célebre frase: "Conhece-te a ti mesmo".
Os românticos que me disculpem, mas se olharmos as estatísticas, quantos relecionamentos existem em que as pessoas estão juntas por "amor"? e por que grande parte não resiste ao tempo? Seria porque talvez, inconscientemente, as pessoas enxergam que o que procuram não está no seu parceiro?
Assim, pressuponho que uma relação conjulgal seja: uma vasta quantidade de homônios e ferormônios. O extinto humano, animal, que procura apenas a proliferação da espécie. Ou uma tentiva desesperada de se sintir completo, não consigo mesmo, mas utilizando a outra pessoa, que por fim cai em terra, aumentando assim a conta bancária de advogados de divórcios!

2 comentários:

Aleug disse...
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